O
Girassol
5.
Nutrição Mineral, Calagem e Adubação
O girassol tolera solos com pH acima de 7,5; no entanto, é
extremamente sensível a solos ácidos. Em áreas
com pH próximo a 4,0 as sementes sequer germinam; quando o
fazem, as plantas resultantes têm menos de 50cm de altura e
muitas vezes nem produzem sementes . Acima de pH 5,0 as plantas vão
melhorando o desenvolvimento e a produção de grãos
sendo que a pH 6,0 ou levemente acima (ideal) pode ser atingida a
máxima produção .
É uma planta que se desenvolve razoavelmente bem em solos
de média fertilidade; no entanto, altas produções
só são obtidas sob solos corrigidos quanto à
acidez, férteis .
A deficiência em nitrogênio tem sido apontada como a desordem
nutricional mais freqüente em girassol, limitando o crescimento
e a produtividade. O nitrogênio é importante para o bom
desenvolvimento da superfície foliar e para os componentes
de rendimento, especialmente o número de aquênios. É
muito importante assegurar uma nutrição adequada em
nitrogênio antes da iniciação do botão
floral, especialmente entre 20 e 40 dias após a emergência.
A visualização da deficiência de N no campo
é, muitas vezes, difícil. Ela aparece primeiramente
como uma redução no crescimento, seguido ou não
por sintomas visíveis, os quais podem incluir uma clorose generalizada
das plântulas e, das plantas, em estágios mais avançados
de desenvolvimento, dando uma aparência desbotada ou “amarelada”
ao campo.
A fertilização com N não é fácil
de ser prevista uma vez que fatores como quantidade de N no solo,
umidade e níveis de P no solo podem influenciar na disponibilidade
do nitrogênio às plantas, o mesmo acontecendo com diferenças
genéticas dos cultivares, as quais também podem ser
importantes na resposta a diferentes níveis de N. Parece haver
um aumento da eficiência de uso da água pelo girassol
como consequência da fertilização com N; no entanto,
no plantio em épocas com problemas de deficiência hídrica,
a fertilização nitrogenada pesada deve influenciar
negativamente na produtividade se o estresse de água ocorrer
antes do período de maturação das sementes.
Após o nitrogênio, o fósforo parece ser
o elemento que mais problemas traz para a cultura do girassol quando
em baixos níveis de disponibilidade. A observação
da deficiência por P é bastante difícil uma vez
que acarreta, visualmente, somente uma diminuição no
crescimento; em alguns casos, ocorre o aparecimento de alguns poucos
sintomas necróticos nas folhas baixeiras e capítulos
menores.
O potássio também é importante para o girassol,
sendo responsável pela resistência da haste. A deficiência
por K também é difícil de ser verificada visualmente,
mas pode aparecer como uma clorose nas folhas baixeiras, especialmente
nas bordas e na ponta da folha.
Dentre os micronutrientes, o boro destaca-se por sua importância,
sendo fundamental para o enchimento dos aquênios . Solos que
tenham recebido correções com calcário e/ou com
teor de boro inferior a 0,26 ppm devem receber suplementação
desse elemento, a qual pode ser feita:
- no plantio, através de formulações que já
incluam boro;
- em pulverização foliar, realizada 4 semanas após
a emergência, na dose média de 1,5 kg/ha de boro (diluir
o boro em 300l/ha de água). Utilizar borax uma vez que o ácido
bórico pode queimar as folhas.