ÍNDICE
PREPARO E APLICAÇÃO DE DEFENSIVOS NATURAIS 1. OBJETIVOS Os principais objetivos com o uso de defensivos alternativos, são: obter produtos agrícolas mais saudáveis, evitar a contaminação do produto e do consumidor, manter o equilíbrio da natureza, preservando a fauna e os mananciais de águas, reduzir o número de aplicações de defensivos agressivos, aumentar a resistência da planta contra a ocorrência de pragas e patógenos e sinistros naturais, reduzir o custo de produção e aumentar a viabilidade do produtor. Além disto, os defensivos alternativos atendem a uma crescente procura por produtos sadios. 2. O QUE SÃO DEFENSIVOS ALTERNATIVOS São
considerados para uso como defensivos alternativos todos os produtos
químicos, biológicos, orgânicos ou naturais,
que possuam as seguintes caraterísticas: 3. CONSIDERAÇÕES IMPORTANTES a)
Estas informações são resultantes de observações
em testes regionais e de trabalhos de revisão da literatura,
servindo apenas como sugestão quanto ao potencial de uso
das caldas. 5. UTILIZAÇÃO MAIS COMUM DE ÓLEOS O óleo tem ação inseticida, principalmente contra cochonilhas. É indicado para as culturas do abacate, café, citros, figo, manga, maçã, pêra e plantas ornamentais (hibiscus e azalfias). Contra cochonilhas de carapaça (cabeça de prego, escama virgula, escama farinha, parlatória, piolho de São José, etc. ) e cochonilhas sem carapaças ( cochonilhas verde, marrom e pardinha). O óleo utilizado deve ser de grau leve, podendo ser de origem mineral (princípio ativo: 80 a 85%), vegetal (93%) ou de peixe. Este último tem sido muito indicado para controle de pragas. A dosagem do óleo mineral deve ser: primavera/verão: 1 litro/100 litros de água. outono/inverno: deve-se aumentar para 1,5 a 2,0 litros em 100 litros de água. 6. OUTROS USOS DOS ÓLEOS Os óleos ainda combatem o pulgão, lagartas, moscas, mosquitos, ácaros (acaro vermelho), ovos e larvas de insetos, tripes, mosca branca e viroses (óleo mineral de parafina). O óleo pode ser adicionado em vários defensivos melhorando sua efetividade, como na calda bordalesa. Quando pulverizados na estação de dormência das plantas de clima temperado, antes do inchamento das gemas, provoca erradicação das formas invernantes das pragas, assim como das cochonilhas de carapaças, como a cochonilhas farinha. 7. PREPARO DAS MISTURAS DE ÓLEO Pulverizar
com uma mistura de 1 litro de óleo vegetal + 100 gramas de
sabão neutro ou 100 ml de sabão líquido e 15
litros de água. Agitar até obter uma emulsão
turva. Óleo mineral emulsionável pode ser usado como
alternativa; neste caso, misturar 30 ml em 1 litro de água.
8. EMULSÃO DE ÓLEO: Ação
de inseticida de contato, contra sugadores: ácaros, pulgões
e cochonilhas. Ingredientes: 1,0 kg de sabão comum ou feito
com óleo de peixe + 8,0 litros de óleo mineral + 4,0
litros de água. Preparo:
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OBSERVAÇÃO: A calda bordalesa é indicada para controle de Podridão de gomose ( fitofora ) em fruteiras, I aplicando no tronco e ao redor do solo na dosagem de 1,5 a 2,0%. É recomendada para tratamento de inverno e na pré brotação das gemas das fruteiras temperadas como figo, caqui uva pêssego, maçã, etc... TRATAMENTO
DE INVERNO PARA ÁRVORES FRUTÍFERA Com a chegada do inverno, as pragas e os patógenos causadores de doenças, se preparam para atravessar o período invemal nas formas de resistência, abrigados nas cascas do tronco e ramos das frutíferas, para surgirem na primavera e causarem prejuízos da fase de brotação até a colheita. A calda sulfocálcica, pela sua eficiente ação fungicida, acaricida e inseticida é considerada o melhor produto para proceder à erradicação das pragas e patógenos hibernantes, pelo tratamento de inverno. TRATAMENTO DE INVERNO Após a queda das folhas de ameixeiras, caquizeiros, figueiras, nectarineiras, macieiras, pereiras e videiras, durante o repouso das plantas, antes da brotação, adote as seguintes medidas: 1. Poda dos ramos secos, doentes e praguejados e remoção destes ramos e aqueles eliminados na poda de frutificação, retirando-os para fora do pomar. Pincelamento das áreas de corte com pasta bordalenga na proporção de 1,0 Kg de sulfato de cobre + 2,0 Kg de cal virgem + 10,0 litros de água. 2. Raspagem e limpeza de troncos e ramos com lesões, áreas doentes, praguejadas e com algas ou liquens. Pincelamento com pasta bordalesa. 3. Pulverização com calda sulfocálcica na diluição de 1,0 litro de calda concentrada (32,0 graus Baum.) para 10,0 litros d'água; pulverizar muito bem a planta 1 ou 2 vezes no inverno. A fabricação da calda sulfocálcica, pasta bordalesa ou calda bordalesa na propriedade, com a utilização da cal virgem, reduz os custos de tratamentos fitossanitários e permite obter um produto de melhor qualidade, além de aumentar a eficiência. ** Quem faz tratamento de inverno, reduz os tratamentos de verão!
Produtos
METODOLOGIA NO PREPARO:
Num tambor de ferro de 200 litros, dissolva o enxofre com um pouco
de água quente, até formar uma pasta; Coloque fogo
sob o tambor e complete o volume até 80 litros de água;
UTILIZAÇÃO DA CALDA SULFOCÁLCICA
É recomendável a adição de espalhante
adesivo à calda (20 para 100 litros de calda).
SUGESTÕES
DE PREPARADOS COM ERVAS - Macerado de samambaia Colocar
500 gramas de folhas frescas ou 100 gramas de folhas secas em um
litro de água por dia. Ferver meia hora. Para aplicação
diluir um litro deste macerado em dez litros de água. - Macerado curtido de urtiga Colocar
500 gramas de folhas frescas ou 100 gramas de folhas secas em um
litro de água e deixar dois dias. Para aplicação
diluir em 10 litros de água e pulverizar sobre as plantas
ou no solo. - Macerado de fumo Picar
10 cm de fumo de corda e colocar em um litro de água por
um dia em recipiente não-metálico com tampa. Diluir
em 10 litros de água e pulverizar as plantas. - Mistura álcool e fumo Coloque
10 cm de fumo picado em uma tijela e cubra com álcool misturado
com um pouco de água. Quando o fumo absorver o álcool,
coloque mais álcool misturado com um pouco de água
e deixe 15 dias de molho, tampando a tijela, para que a nicotina
seja retirada do fumo. Coloque o líquido em uma garrafa com
tampa e, na hora de usar, misture com sabão ralado e água
nas seguintes proporções: um copo de mistura de água
e fumo, 250 gramas de sabão e 10 litros de água. - Mistura de querosene, sabão e macerado de fumo Aqueça
10 litros de água, 20 colheres de sobremesa de querosene
e 3 colheres de sopa de sabão em pó biodegradável.
Deixe esfriar e adicione um litro de macerado de fumo. Pulverizar
sobre as plantas. - Mistura de sabão, macerado de fumo e enxofre Misturar
em 10 litros de água morna, meia barra de sabão, um
litro de macerado de fumo e um kg de enxofre. Deixar esfriar e pulverizar
sobre as plantas. - Cravo de defunto Quando plantado nas bordaduras impede o aparecimento de nematóides nas plantas cultivadas. - Tajujá, taiuiá ou melancia-brava É
uma planta trepadeira cujas folhas são bem parecidas com
as da melancia. A raiz é semelhante à da mandioca.
Apanha-se esta raiz, corta-se em pedaços de 10 cm e distribui-se
na lavoura. A seiva ou líquido existente na raiz atrai insetos,
fazendo com que estes não ataquem a planta cultivada. Deve
ser renovada regurlamente. - Purungo ou cabaça Também
é uma planta trepadeira. Suas folhas são parecidas
com as de abóbora. Quando o fruto está maduro (seco)
é usada para cuia de chimarrão. Quando está
verde, o fruto cortado ao meio atrai insetos, devendo ser espalhado
na lavoura, como o tajujá. - Soro de leite Quando pulverizado sobre as plantas, resseca e mata ácaros. - Armadilha luminosa Colocar
uma lanterna de querosene acessa a partir das sete horas da noite
no meio da lavoura e deixar até de madrugada, principalmente
nos meses de novembro a fevereiro. As mariposas são atraídas
pela luz e batem no vidro da lanterna, caindo num saco de estopa
aberto que é colocado logo abaixo. No dia seguinte matar
as mariposas. -Saco de aniagem Umidecê-lo com um pouco de leite e colocar na lavoura em vários locais. No dia seguinte pegar as lesmas que estão aderidas ao saco e matá-las. - Solução de água e sabão Colocar
50 gramas de sabão caseiro em 5 litros de água quente.
Após esfriar, aplicar com o pulverizador. - Infusão de losna Derramar
um litro de água fervente sobre 300 gramas de folhas secas
e deixar em infusão por 10 minutos. Diluir em 10 litros de
água. Pulverizar sobre as plantas. - Cerveja A
cerveja atrai lesmas. Fazer armadilhas com latas de azeite, tirando
a tampa e enterrando-as a com abertura no nível do solo.
Colocar um pouco de cerveja misturada com sal. As lesmas caem na
lata atraídas pela cerveja e morrem desidratadas pelo sal. - Pimenta vermelha Pimenta vermelha bem socada, misturada com bastante água e um pouco de sabão em pó ou líquido pulverizada sobre as plantas, age como repelente de insetos.
- Piretro É obtido de algumas plantas do gênero Chrysanthemum, da família Asteraceae, com o qual se faz um inseticida contra pulgões, lagartas e vaquinhas. É obtida fazendo-se a maceração das flores. Sua ação pode ser aumentada ( ação sinergística ) com uso da sesamina, produto obtido do extrato de gergelim ( sesamum indicum ), da família Pedaliaceae. - Alamanda Ou chapéu-de-Napoleão. São plantas do gênero Allamanda, da família Apocynaceae. Com suas folhas prepara-se uma infusão para combater pulgões e cochonilhas. - Santa Bárbara Ou cinamomo, a Melia azedarach. da família Meliacea. O extrato alcoólico de seus frutos é utilizado para combater pulgões e gafanhotos. A substância encontrada nesta planta, a azadirachtina, inibe o consumo das plantas por estes insetos. - Arruda Ruta graveolens. da família Rutaceae. Suas folhas são utilizadas no preparo de uma infusão para o combate a pulgões. - Pimenta-do-reino Piper niger, da família Piperaceae. De seus frutos se extrai uma substância que inibe o consumo das plantas por diversos insetos.
SUGESTÕES DE PREPARADOS COM ERVAS, ESPECÍFICOS PARA CONTROLE DE DOENÇAS - Chá de camomila Imergir
um punhado de flores em água fria por um ou dois dias. Pulverizar
as plantas, principalmente as mudas em sementeira. - Mistura de cinza e cal Dissolver
300 gramas de cal virgem em 10 litros de água e misturar
mais 100 gramas de cinzas. Coar e aplicar sobre as plantas por pincelamento
ou pulverização durante o inverno, quando as árvores
estão em dormência. - Cal Fazer uma pasta de cal e pincelar sobre o tronco. Com isto evita-se a subida de formigas e ajuda controlar a barba das frutíferas. - Pasta de argila, esterco, areia fina e chá de camomila Misturar partes iguais de argila (barro), esterco, areia fina e chá de camomila, de modo a formar uma pasta. Usar para proteger os cortes feitos por podas e também ramos ou troncos doentes durante o outono após a queda das folhas e antes da floração e brotação. - Chá de raiz forte (crem) Derramar
água quente sobre folhas novas da raiz forte e deixar em
infusão por 15 minutos. Diluir 1 litro da infusão
em 2 litros de água e pulverizar a planta toda.
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