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Alimentação Saudável,
Antes de Tudo, É um Estado de Espírito
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Reflexões
Propriedade
Espiritual do Alimento
Nesta época em que tanto se publica sobre dieta e métodos para se
aumentar ou diminuir o peso do corpo através da dieta, ou para se
melhorar o estado geral de saúde pelo controle da alimentação, parece
estranho que a importante questão do efeito espiritual do alimento
seja completamente negligenciada
Provavelmente muito tempo antes que o homem descobrisse, de algum
modo científico a natureza química precisa dos alimentos e seu efeito
sobre o corpo físico, ele tinha consciência da propriedade espiritual
dos mesmos e de seu efeito sobre a personalidade e as emoções dos
seres humanos, no entanto, este importantíssimo assunto gradativamente
passou a integrar os ensinamentos secretos de varias organizações
privativas e , hoje, tem sido retido quase inteiramente nos ensinamentos
privativos de várias escolas de mistérios, como tema para estudo restrito
daqueles que fazem parte de um circulo interno de sabedoria.
Real Finalidade do Alimento
Talvez a falta de uma apreciação correta dos efeitos espirituais do
alimento se deva ao fato de que poucas pessoas compreendem plenamente
a real finalidade de todo alimento. A idéia generalizada parece ser
a de que ingerimos alimento tão somente para manter a constituição
física e química do corpo, proporcionando-Ihe a vitalidade necessária
a animá-lo. Em outras palavras, o alimento é considerado como um meio
de subsistência física e é encarado, portanto, em seu aspecto puramente
químico. Mesmo assim, porém, o assunto não é devidamente tratado,
pois, o efeito químico do alimento não pode ser medido exclusivamente
em sua relação com o aspecto puramente material do ser humano.
Atributos
Interiores do Homem
Quando nos detemos para pensar que o homem é mais do que o mero corpo
físico, que ele é composto de mais do que elementos puramente químico,
e que vida e consciência são coisas que não dependem totalmente dos
elementos químicos do alimento ingerido, podemos perceber que o homem
é uma criatura muito complexa e que sua natureza está dividida em
dois aspectos: sua constituição físico-química e sua natureza espirituaI-consciente.
Nos mais antigos escritos secretos ou sagrados, relativos a natureza
da personalidade e do caráter do homem, há muitas referências ao fato
de que o espirito do homem se manifesta através do seu corpo físico,
e de que a parte real do homem, no âmago do seu ser, depende do estado
do corpo físico para se expressar e manifestar.
O
Homem Espiritual
O aspecto espiritual da existência do homem, portanto, depende do
corpo físico e seu estado, para quaisquer manifestações exteriores.
Podemos comprar esta idéia com a luz no interior de uma lâmpada elétrica.
Areal fonte dessa luz é o filamento, altamente aquecido e incandescente,
dentro do bulbo de vidro, mas a manifestação dessa luminosidade depende.
em alto grau, da natureza do bulbo que a envolve. Sabemos que um bulbo
de vidro liso ou tosco proporciona iluminação mais intensa, ao passo
que um bulbo, colorido em azul, amarelo, vermelho, ou âmbar, diminui
a quantidade de luz irradiada, a despeito do fato de que haja, dentro
desse bulbo, a mesma luminosidade de um bulbo incolor; e sabemos alem
disso que, se o vidro límpido se torna sujo ou recoberto de modo que
modifique suas propriedades, a luminosidade intensa em seu interior
pode ficar totalmente impedida de se irradiar
- Em verdade vos digo, felizes aqueles que comem à mesa do
Senhor e se afastam de todas as aberrações de Satã. Não comais alimentos
vindos de regiões distantes, mas só aquilo que vossas árvores produzirem
Pois vosso Deus sabe exatamente o que é necessário para vós, e onde
e quando E ele dá a todos os povos de todos os reinos o ali
mento que é melhor para cada um. Evangelho Essênico
da Paz, antigo texto aramaico. A saúde não pode continuar sendo
entendida como a necessidade de hospitais médicos e remédios
”A saúde começa na cozinha, como diz Ninon’ O aumento
do numero de mortes por doenças degenerativas decorre de uma alimentação
desequilibrada, como conseqüência de urna forma de vida destrutiva,
para o homem e para o ambiente em que vive
Reflexões (extraídas do
Caderno de Sinais, pag.42 jan98)
Os instintos do corpo quanto ao alimento tornaram-se tão
pervertidos pelos prolongados hábitos artificiais, tão entorpecidos
pelo assim chamado velho e civilizado "costume", que o sistema do
corpo não reage mais aos alimentos como deveria. Para restabelecer
os instintos adequados e descobrir o que é realmente uma dieta natural
para o homem, é necessário um jejum ou uma série de jejuns.
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A eliminação da carne de uma dieta correta tem uma base inteiramente
cientifica. Essa espécie de alimento contém ácido úrico venenoso em
excesso, purina tóxica em excesso para que seja componente saudável
de tal dieta. Além disso, deteriora a flora intestinal. Isso não afetará
trabalhadores braçais saudáveis, que têm resistência suficiente para
eliminar essas toxinas, mas afetará tipos sedentários mais frágeis.
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Thomas Jefferson escreveu sobre os que comem carne: "Imagino que deva
ser a quantidade de alimento de origem animal ingerida... que torna
seu caráter insensível à civilização. Suspeito que a reforma deva
ser executada nas suas cozinhas e não nas suas igrejas, e que os missionários
desse gênero conseguiriam mais do que aqueles que se esforçam por
amansá-los através de preceitos de religião ou filosofia".
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No homem, o instinto assassino é indiretamente conservado vivo pelo
seu apetite por carne.
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Os homens suplicam ao Senhor, com preces lamentosas, por ajuda compassiva
ou perdão benevolente e, no entanto, nem por um momento pensam em
eles próprios terem misericórdia para com as criaturas inocentes que
são criadas e abatidas
para seu proveito. Se suas preces pedindo misericórdia ao Poder Mais
Alto permanecem sem resposta, que se lembrem de como eles próprios
não demonstraram nenhuma misericórdia.
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A intolerância de alguns oponentes fanáticos e agressivos para com
os que comem carne, fumam e tomam álcool é, em si mesma, uma atitude
perniciosa que, de forma diferente, os lesa tanto quanto esses maus
hábitos lesam os viciados.
SEIVA DE VIDA
(trechos extraídos do Livro Seiva de Vida, Teodora, 1995-Ed. Cultrix/Pensamento)
"...Há
25 anos tomamos contato com princípios de uma alimentação voltada
para o equilíbrio do ser humano e eles passaram a integrar nosso ritmo
diário. No entanto, no decorrer do tempo percebemos a necessidade
de acrescentar a esse ritmo mais legumes, mais frutas... mais vida.
Um distanciamento da cozinha por 3 anos, algum tempo atrás, fez esvaecer
da nossa mente certo montante de conhecimentos adquiridos e hábitos
incorporados, o que nos proporcionou maior liberdade para novas experiências.
E, quando recentemente surgiu a oportunidade de preparar sucos para
pessoas em tratamento, uma fase inédita teve início e foi evoluindo
com base no que o dia-a-dia nos apresentava.
Ao concluir a redação deste livro, notamos com mais clareza o caminho
alimentar que nos fora propiciado ao longo do tempo. Aparentemente
tomamos rumo oposto àquele a que aderimos no começo e passamos a utilizar
em maior proporção alimentos crus, como frutas, hortaliças e brotos.
Além disso, aprofundamos na prática as noções sobre a atitude de amor
a ser cultivada por todo aquele que manuseia os alimentos. Assim,
embora de outro modo, continuamos visando à harmonia do ser humano.
Tudo o que ingerimos torna-se parte dos nossos corpos como substancia
e vibração, e, por isso, a depender do nosso estado de consciência
ou do que estamos vivendo, diferentes são os alimentos adequados para
eles..."
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"...A Terra vinha desenvolvendo, nos ciclos anteriores, os aspectos
masculinos do seu ser, e as pessoas, para chegarem ao equilíbrio,
precisavam conquistar o mundo material, precisavam tornar-se mais
concretas. Os sistemas alimentares que então vieram ao conhecimento
da humanidade por inspiração superior colaboraram nessa direção. Hoje
a preponderância dos aspectos masculinos da energia planetária vem
cedendo lugar à dos femininos, e os corpos humanos estão-se tornando
pouco a pouco mais receptivos a processos de sutilização. Nesse novo
contexto, é tarefa dos que percebem tal mudança elevar cada vez mais
a matéria, e formas intuitivas de preparar os alimentos surgem para
contribuir nesse movimento ascensional.
Procuramos, nestas páginas, compartilhar com o leitor a nossa experiência
com uma alimentação saudável e própria para os que acompanham a sutilização
da energia na atual etapa da Terra.
A
atitude ante o alimento
Os vegetais contêm a luz solar condensada em cor, sabor e aroma.
As cores dos alimentos—como os tons amarelos e alaranjados que
nos trazem a vibração do Sol, os verdes carregados de vitalidade,
os vermelhos cheios de movimento, os roxos profundos—, uma vez
bem combinadas, descortinam-nos um mundo de beleza e de harmonia.
E, ao introduzirmos beleza e harmonia em nossa vida, a consciência
eleva-se.
Pela correta combinação de cores, o organismo é estimulado a aceitar
o alimento antes mesmo do contato direto com ele. As cores são, portanto,
sumamente importantes na nutrição. Agem sobre órgãos, glândulas e
sistema nervoso. Sua irradiação vitaliza, limpa e cura.
Quando nos descondicionamos da culinária tradicional, carregada de
temperos e misturas que superestimulam a parte sensorial de nossos
corpos, redescobrimos, além das cores, os sabores e aromas que os
vegetais trazem consigo. Passamos então a reuni-los de maneira que
cada um possa manifestar sua vibração, tal como fazem as distintas
notas de uma sinfonia. Com essa consciência presente também ao ingerirmos
o alimento, permitimos que energias sutis nos permeiem.
Os aromas. especialmente os de certas flores e ervas, equilibram e
harmonizam a parte etérica, a emocional e a mental do nosso ser. Algumas
têm, além de atuação medicinal, o poder de transmutar energias e de
elevar-nos. Assim, perante cada vegetal que colhemos, lavamos e cortamos,
em cada pequeno gesto durante a preparação e a ingestão do alimento,
podemos e devemos expressar reverência pela vida. No Agni Yoga' diz-se: "Pode-se
ver que um consumo consciente de vitaminas aumenta sua utilidade muitas
vezes. Da mesma maneira, pode-se notar que a absorção de vitaminas
num momento de irritação pode aumentar o imperil1, porque
uma energia inconsciente fortalece o ponto onde a consciência se concentra.
Pode-se compreender por que a ingestão dos alimentos era considerada
sagrada pelos antigos. É fácil também compreender até que ponto a
conscientização multiplica todas as energias" .
Os
vegetais, por si mesmos, já canalizam e transformam a energia solar,
captada por suas folhas e flores, e a energia que circula no interior
da terra, absorvida por suas raízes. Mas ao coligarmo-nos com o Mais
Alto enquanto os elaboramos ou ingerimos, despertamos neles ainda
maior potencial. Lidar com alimentos deve ser sempre, pois, uma cerimônia
em que estão implícitos amor e gratidão ao Criador, aos reinos da
natureza que nos proporcionaram essa dádiva, a todos os seres que
consciente ou inconscientemente colaboraram para que eles chegassem
até nós, ao corpo que absorve as substancias e assim nos permite viver
e trabalhar sobre a Terra.
O
ato de elaborar e de receber o alimento deveria ser interiorizado,
silencioso. Dessa maneira, ao serem transformadas no interior do corpo,
as substancias não só o nutrirão, mas o curarão.
Todos os poderes do reino vegetal devem ser dirigidos para o único
objetivo pelo qual eles existem— o aumento da vitalidade. É
possível curar as doenças contrapondo-lhes a vitalidade, afirma-se
também no Agni Yoga.
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Vide FRATERNIDADE, Agni Yoga Society, Nova York.
1- o Agni Yoga faz referência a uma "secreção" sutil gerada pelo corpo
quando o indivíduo se encontra em estado de irritação ou de ansiedade;
dá a essa secreção o nome de "imperil".
"...Buscamos
difundir, por este livro, o resultado de uma experiência que se iniciou
com o preparo de sucos para pessoas que estavam passando por processos
de cura. Usamos, no início, as folhas disponíveis em nossa horta caseira.
Com paciência, fomos aos poucos percebendo como aprimorá-los. E, ao
mesmo tempo que nossa consciência se expandia, iam-nos sendo mostrados
os passos a seguir.
Nossas primeiras observações estavam relacionadas à colheita das folhas
que deveriam compor cada suco. A necessidade das pessoas que iriam
tomá-lo era o que direcionava essa colheita. Por exemplo, se o suco
devesse ser remineralizante, acabávamos encontrando não apenas na
horta, mas no entorno, folhas com essa propriedade. O mesmo ocorria
quando havia necessidade de combater uma anemia, de desinflamar vias
biliares, de desobstruir vasos sangüíneos, etc. Adquirida certa harmonia
com a natureza, víamos as plantas adequadas a diferentes situações
de carência e desequilíbrio do organismo surgirem nas proximidades.
A presença dessas plantas era como uma resposta à nossa busca e às
nossas indagações.
Notamos depois, no dia-a-dia, que etapas determinadas precisariam
ser seguidas na elaboração de um suco, de modo que ele pudesse revelar
todo o seu potencial, específico em cada combinação de vegetais. No
decorrer dessas descobertas, passamos a produzir soros e leites de
sementes germinadas e os incorporamos aos sucos. Percebemos então
nas pessoas em tratamento respostas imediatas e notórias: o fortalecimento
do organismo e a dissolução de vários sintomas em poucos dias, além
de visível reequilíbrio energético. "
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